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Notícias de André Lovadine

Ideias perdidas na sua empresa valem diamante.

Tenho uma pergunta que, vez ou outra, faço para empresas: o que você faz com as ideias que aparecem dentro do seu negócio? Não estou falando das ideias que chegam prontas em uma apresentação de agência. Esto...

Ideias perdidas na sua empresa valem diamante.

Ideias perdidas na sua empresa valem diamante.

Tenho uma pergunta que, vez ou outra, faço para empresas: o que você faz com as ideias que aparecem dentro do seu negócio?

Não estou falando das ideias que chegam prontas em uma apresentação de agência. Estou falando daquelas que nascem em uma reunião, em uma conversa com um cliente, no comentário de alguém da equipe, em uma observação aparentemente despretensiosa.

Algumas desaparecem em minutos.

Outras viram diamante.

Existe uma diferença enorme entre ter ideias e saber reconhecê-las.

O curioso é que boa parte do mercado tradicional de marketing parece ter criado uma relação estranha com as ideias dos próprios clientes. Muitas vezes, quando um empresário participa do processo criativo, sua contribuição é tratada como interferência. Como se a experiência de quem vive o negócio todos os dias fosse um obstáculo para a criatividade de quem foi contratado para pensar.

Isso alimenta um ciclo bastante conveniente.

A empresa acredita que não entende de comunicação. A agência acredita que entende melhor o negócio. O cliente passa a pedir menos. A agência passa a ouvir menos. E, no meio disso, ideias valiosas deixam de circular.

Eu penso diferente.

Quem vive um negócio carrega informações que nenhum briefing consegue capturar completamente. Conhece nuances. Percebe comportamentos. Escuta frases que o mercado ainda não transformou em estratégia.

O problema não é o empresário ter ideias.

O problema é não existir alguém capaz de separar minério de diamante.

Ideias são como partículas de luz dentro de uma sala escura. Elas aparecem, atravessam o ambiente e desaparecem. Você precisa de alguém que saiba onde colocar o espelho.

É aí que criatividade deixa de ser apenas geração de ideias e passa a ser interpretação.

Uma boa direção criativa não deveria perguntar apenas “qual é a nossa ideia?”. Deveria perguntar “o que existe aqui que ainda não conseguimos enxergar?”.

Talvez algumas das melhores ideias do seu negócio já tenham passado por você.

Talvez você só não tenha encontrado quem soubesse lapidá-las.

E diamante bruto, você sabe, não impressiona ninguém até encontrar a luz certa.

*****

Obrigado pela leitura!

Honrado pela oportunidade.

Este ensaio é um lapso do meu pensamento. São ideias que, no seu negócio, na sua realidade, podem promover mudanças significativas.

A inovação, que você tanto busca, está sempre perto. Mais acessível do que imagina. Acredite. Clarifique. Liberte-se.

Estamos a um clique de distância.
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