Existe uma inversão curiosa acontecendo nas empresas.
Quando alguma coisa não vai bem, a primeira reação costuma ser chamar o marketing.
Vendas caíram? Marketing.
A marca perdeu força? Marketing.
O produto não se diferencia? Marketing.
A empresa precisa crescer? Marketing.
Como se comunicação tivesse a capacidade de resolver problemas que nasceram muito antes dela.
Não tem.
Marketing é a cereja do bolo. E isso não diminui sua importância. Pelo contrário.
A cereja só existe porque alguém, antes dela, precisou construir o bolo.
Antes do marketing vem o modelo de negócio. Depois, o posicionamento. A estratégia. A cultura. O produto ou serviço. A operação. A experiência que chega ao cliente.
Só então a comunicação encontra matéria-prima para trabalhar.
E aqui existe uma distinção importante.
Marketing não cria, sozinho, a verdade de uma empresa. Ele dá visibilidade a ela.
Quando essa verdade é boa, o marketing amplia.
Quando ela é ruim, o marketing também amplia.
Um produto ruim com uma campanha excelente continua sendo um produto ruim. Apenas passa a ser conhecido por mais gente.
Um atendimento desorganizado com uma comunicação sofisticada produz uma experiência ainda mais frustrante. A promessa ficou maior. A entrega continuou pequena.
Um posicionamento confuso, quando recebe investimento de mídia, não fica mais claro. Fica confuso em escala.
É por isso que algumas empresas parecem investir cada vez mais em marketing e continuar andando em círculos.
O problema está em outro lugar.
Estão tentando decorar uma estrutura que ainda precisa ser reconstruída.
E existe algo ainda mais perigoso nessa inversão.
Quanto melhor for o marketing, mais rápido o mercado descobrirá o que existe por trás dele.
Marketing não é maquiagem.
É amplificador.
Ele pode transformar uma boa proposta em desejo, uma boa experiência em reputação e uma marca coerente em preferência.
Mas também pode acelerar a exposição das fragilidades que a empresa tentou esconder.
Por isso, antes de perguntar qual campanha fazer, qual canal usar ou quanto investir, existe uma pergunta anterior que merece mais atenção:
O que exatamente estamos colocando no mercado?
Porque a comunicação pode despertar interesse.
Pode gerar tráfego.
Pode criar desejo.
Pode abrir portas.
Mas existe uma parte da experiência que nenhuma campanha consegue executar no lugar da empresa.
A entrega.
No fim, a cereja chama atenção.
Mas ninguém volta por causa dela.
Volta pelo bolo.
E é o bolo que o seu negócio precisa aprender a fazer muito bem.
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Obrigado pela leitura!
Honrado pela oportunidade.
Este ensaio é um lapso do meu pensamento. São ideias que, no seu negócio, na sua realidade, podem promover mudanças significativas.
A inovação, que você tanto busca, está sempre perto. Mais acessível do que imagina. Acredite. Clarifique. Liberte-se.
Estamos a um clique de distância.

Marketing é a cereja do bolo.
28/08/2026
André Lovadine
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3 min de leitura
